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Revell Mil Mi24 Hind-D 1/48

VARIANTES (Na Designação Soviética) " PARTE 02:

Mi-24VP (Hind-E) - A versão do Mi-24VP foi uma combinação entre o poder de fogo do Mi-24P e maior agilidade do Mi-24V (por causa da mobilidade de sua torre no nariz). Neste modelo, o novo módulo de queixo NPPU-24 foi armado com um canhão duplo GSH-23L de 23 mm (não rotativo e com 450 cartuchos instalados no barril dianteiro) em substituição a torre USPU-24...


Canhão GSh-23L

O desenvolvimento do Mi-24VP começou em 1985, e a produção começou em 1989, mas apenas 25 exemplares foram concluídos em Rostov antes que sua fabricação fosse interrompida nesse mesmo ano. Foi fotografado a primeira vez em 1992 e posteriormente voou com o rotor de cauda Delta-H do Mi-28 (concretizado nas versões de exportação atuais).


Mi-24VM (Hind-E) - Proposta atualizada do Mi-24VP exibido pela primeira vez no Show aéreo de Moscou em 1995. Com rotores principais e de cauda do Mi-28, nariz com um canhão duplo de 23 mm (não rotativo), semi-asas mais curtas e mais leves, opcionais grandes supressores de IR em ambos os lados da fuselagem (nos bocais de exaustão), novo equipamento de comunicações, sistema de armamento atualizado dos mísseis "Ataka", "Shturm", "Igla-V", além de mudanças internas para aumentar a vida útil do helicóptero e facilitar a manutenção. Basicamente foi uma atualização do Mi-24V equipado com novos aviônicos, suíte de armas, instalação de comunicações, novo míssil, canhão de apoio e capacitado para operações noturnas. A versão destinada à exportação recebe o código de Mi-35 e espera-se que operem até 2015.


Mi-24VN (Hind-E) - Versão de ataque Noturno com base em um Mi-24V na configuração "Etapa 1" do Mi-24VM. Possui o rotor traseiro original e trem de pouso fixo.


Mi-24G (Hind-F) - Revisão para permitir um Mi-24P usar um canhão automático um pouco menor que o instalado no lado estibordo. Foi o precursor do "Super Hind".


Mi-24PN (Hind-E) - As letras "PN" são de "PuschetschnyjNotschnoj" ("canhão armado-noite") Versão de ataque a qualquer tempo do Mi-24P. É a versão de exportação "Mi-35" também conhecida como "Hind E". Incorporadas uma câmera de televisão e uma câmera FLIR na cúpula do nariz e nas semi-asas e as lâminas utilizadas no rotor principal são do Mi-28. O trem de pouso passou a ser fixo, em vez de retrátil. É hoje o principal helicóptero de ataque russo, planejado como padrão para a sua frota (que recebeu 14 Mi-24PN) em 2004.


Mi-24PM (Hind-E) - Versão atualizada do Mi-24PN que emprega a mesma tecnologia do Mi-24VM. Era uma plataforma de ataque dedicado, equipado com FLIR e TV, pás do rotor estilo Mi-28 e trem de pouso fixo. Esta versão continua a ser o modelo militar russo mais moderno e recente hoje em serviço.


Mi-24PS - Versão especial para o Ministério Russo de Assuntos Internos. Protótipo exibido no Show Aéreo de Moscou em 1995. O equipamento inclui uma bola FLIR debaixo do nariz, um pod com holofote na porta lateral, um pacote com alto-falantes no lado estibordo, guincho, cordas de recuo e estações para operadores de rádio. Também foi uma versão para a Polícia/Forças Especiais.


Versão desarmada do Mi-24PS para o Ministério Russo de Assuntos Internos...


Versão armada do Mi-24PS para a Polícia/Forças Especiais...

Mi-24R (Type 46-2; "Hind-G1"): Identificado em Chernobyl após o acidente ocorrido na estação de energia nuclear em abril 1986. Não usa os sensores de orientação eletro-ópticos e de RF para mísseis. Ao invés de usar armas nas pontas das semi-asas, usa um mecanismo de pilares alongados apelidado de "aperto de mão" para recolher amostras de solo (06 por surtida), visando análise NBC (Nuclear/Biológica/Química)...


Amostras de ar aspirado através de uma tubulação do lado da porta alimentam um data link que também avalia as conclusões das amostras do chão. Uma forma losangular com tubo de escape de ar do sistema de filtragem foi inserido debaixo da porta da cabine. Possui um pequeno marcador por lança-chamas próximo a cauda e sua tripulação é de quatro integrantes usando trajes NBC. A cabine e compartimento traseiro foram pressurizados para proteção contra precipitação NBC e também era possível transportar duas macas e equipamentos médicos em uma configuração de evacuação aero-médica. Foram implantadas seis unidades por regimento de helicópteros em todas as forças terrestres da CEI. Denominações alternativas relacionadas com esta versão são: Mi-24RA, Mi-24RR, Mi-24RK, Mi-24RKh e Mi-24RKhR sendo também designado como Mi-24RCh indicando "Razvedchik" (reconhecimento/química). Cerca de 150 foram construídos entre 1983-1989 para o caso de uma guerra química...



Nessas versões, teve uma mudança não homologada na janela da parte traseira com vista para estibordo...


Mesmo sem o acessório "aperto de mão", essa versão pode ser facilmente identificada pela presença dessa janela...


Mi-24K (Hind-G2) - O "K" é de "Korrektirovchik" ("Corrector"). Um Mi-24R, mas com uma grande câmera F8 na cabine (lente de 1300 milímetros) apontando para estibordo. Foram usados seis por regimento de helicópteros para reconhecimento e correção de fogo de artilharia. As armas e pods de foguetes B-8V-20 foram mantidas. Não há pod designador de alvos sob o nariz e mais acima temos uma cobertura com um sensor infravermelho articulado. Cerca de 150 foram construídos entre 1983-1989. Um sensor óptico da íris do sistema ficava localizado no interior da torre por baixo do lado direito do nariz. A janela retangular para saída da lente de 1300 milímetros da câmera A-87PV era tão grande que podia ser vista de longe. Um medidor de exposição SU-5 foi montado atrás da primeira vigia (janela).



Do lado esquerdo da aeronave, pela porta do compartimento traseiro, podemos ver a grande câmera A-87PV...


Mi-24 Tamam HMOSP "Taman Mi-24" - Hind atualizado quanto a aviônicos israelenses. Aparelhos equipados com o sensor Israelense IAI Tamam HMOSP (Helicopter Multi-mission Optronic Stabilized Payload), composto por sistema FLIR, uma câmera CCD TV, um telêmetro laser e designador laser, que são montados em um globo com capacidade de movimentação de 360º Azimute e 155º de elevação.


Mi-24M (Hind-E) - Modelo atualizado e lançado em 1999. Trata-se de uma versão mais leve com novos sistemas de rotores e armas. Futuramente seria a versão de exportação denominada Mi-35M...


Mi-24E - Versão de pesquisa ambiental equipada com sistemas especializados para este papel. Também conhecido como Mi-24 de "Pesquisa Ecológica", trata-se de uma modificação feita pela Polyot Industrial (uma organização de pesquisa) para avaliar a poluição de óleo em água e mudanças sazonais no nível da água. Sua primeira aparição foi em 1991 mostrando um grande sensor de "língua" projetando no nariz no lugar da arma. Usava um pod de sensores grande e retangular em um cabide externo na semi-asa de estibordo. Um ponto observado foi a modificação das janelas da cabina de carga para uma forma retangular.


Mi-24VD - Esta versão foi produzida em 1985 para testar uma arma defensiva montada na parte traseira do helicóptero.


Mi-25 (Hind-E) - Primeira versão de exportação do Mi-24D. Trata-se de uma versão de exportação para o Afeganistão, Cuba e Índia.


Mi-35 (Hind-E) - Versão de exportação posterior ao Mi-25 baseada no Mi-24V, mas com trem de pouso fixo.


Mi-35 da FAB...

Mi-35U (Hind-E) - Versão de treinamento desarmado do Mi-35 (versão de treinamento com duplo controle produzido para a Índia).


Mi-35P (Hind-F) - Versão de exportação do Mi-24P com motor TV3-117M, velocidade máxima 330 km/h, chegando a aproximadamente 500 km de alcance e teto de serviço de 5700 m. Sua principal arma é um canhão duplo GSH-30K-2 de 30 mm montado à direita da fuselagem com 750 projéteis. Além disso, pode levar nas semi-asas canhões UPK-23-250 de 23 mm, foguetes de 57 mm S-5, S-8 de 80 mm, S-13 de 122 mm e S-24B de 240 milímetros.



Mi-35M (Hind E) - Versão atualizada do Mi-24/35 aptas a operações noturnas e projetado para atender os mais recentes requisitos de mobilidade aérea do Exército russo. As características incluem rotores principais e de cauda do Mi-28 e também a transmissão. Motores Klimov TV3-117VMA, novos aviônicos, redução de peso quando vazio resultante da nova cabeça do rotor principal em titânio, lâminas do rotor de materiais compostos, semi-asas encurtadas e trem de pouso fixo (não mais retrátil). Uma canhão duplo GSh-23-2 de 23 mm adicionado na torre do nariz com 470 cartuchos, capacidade para até 16 mísseis 9M114 rádio-guiados (AT-6 "Spiral"), ou mísseis 9M-120 anti-tanque guiados por laser, sendo 9M-120F de fragmentação ou 9A-220 de explosão. Capacidade ar-ar usando versões do míssil "Ataka" (AT-12) e uma gama enorme de opções de armamento, incluindo armas GUV/pods de granadas "vagens" UPK-23-250; arma B-8V-20 e vagens de foguetes B-13D, foguetes S-24B, pods KMGU anti-blindados e minas anti-pessoal. Para operações noturnas usa o sistema "Nocas" Sextante e Thomson-TTD Optronic integrado a bola FLIR com um display-1410 TMM, proporcionando visão noturna para aquisição de alvos e identificação, orientação de mísseis e mira para armas. Outros equipamentos incluem um VH-100 HUD, OVNs de cristal líquido multifuncional, sistema de gestão e missão Nadir 10 e sistema de navegação a laser Gyro-INS por GPS. A bola FLIR é montada onde era o pod padrão de orientação de mísseis. A capacidade de transportar mísseis ar-ar "Igla V" é opcional. Foram exibidos pela primeira vez em 1995 no Paris Air Show. "Mi-35M1" foi outra designação associada a este produto...


A Venezuela recebeu versões modernizadas do Mi-35M como o "Mi35M2" e os "M-35M3" foram modelos de exportação do Mi-24VM. O México recebeu o Mi-35 com base no Mi-24VN, equipado com um sistema desenvolvido internamente, FLIR, cockpits com mostradores digitais e aviônicos modernizados.


Mi-24 SuperHind Mk.II - Versão atualizada com aviônicos ocidentais, produzida pela empresa Sul-Africana "ATE" (Advanced Technologies Engineering)com novo projeto visual do Mi-24.


Mi-24 SuperHind Mk.III/IV - Ampla atualização operacional original do Mi-24, incluindo armas, aviônicos e contramedidas eletrônicas.


Mi-24 SuperHind Mk.V - A última versão no momento do "SuperHind" com o nariz completamente redesenhado...


É interessante mencionar que os estudos iniciais do Mi-28 usaram um Mi-24 de produção equipado com uma sonda para medir a velocidade do ar como primeiro teste para a tecnologia Mi-28...


Mais tarde, alguns helicópteros Mi-24D foram equipados com o radome do Mi-28 para testar as capacidades conjuntamente de pontaria, pilotagem e navegação, enquanto redesenhavam a fuselagem para se parecer com o futuro Mi-28 visto hoje...


Mi-37

Poucas pessoas sabem que, em paralelo aos trabalhos de desenvolvimento do Mi-28, uma divisão separada da Mil Helicópteros estava desenvolvendo uma continuação evolutiva do Mi-24, sem sacrificar o compartimento de carga, na variante de puro assalto (SM.SKHEMU).

Tal evolução visava manter na vanguarda uma variante moderna que suprisse uma deficiência do Mi-28N que era o transporte de tropas (na visão Soviética uma "necessidade primordial" em helicópteros).


Sem esperar os resultados do futuro Mi-28N, aliado ao fato do desuso da frota de helicópteros de combate, foi tomada uma decisão sobre a modernização profunda de nome "24-ki" resultando em um helicóptero que recebeu a designação de Mi-37. Além das designações oficiais adotadas para dar aos novos modelos um nome não oficial, dentro da empresa foi declarada uma espécie de "competição" para o nome. A maioria foi votada pelo nome "Tungus", proposto por um dos trabalhadores locais. Mas, por que "Tungus"? Os Americanos instituíram nomes indígenas como "Iroquois", "Apache", "Comanche" para seus helicópteros e o nome "Tungus" provavelmente vem de uma região próxima a Sibéria de nome "Tunguska Russa".

As primeiras amostras foram completadas por partes do Mi-24, e a etapa final da conversão do Mi-24 para o Mi-37 foi realizada usando padronizadas partes do Mi-28N (como os motores, por exemplo), o que aumenta significativamente a capacidade de combate e a capacidade de sobrevivência do novo helicóptero. A unificação do Mi-24 e Mi-28N poderiam reduzir o custo de produção e modernização dos helicópteros militares russos. Como os representantes do Ministério da Defesa não revisaram o plano de aquisição de equipamentos de aviação em favor do Mi-37 (que alegava a unificação das tarefas), o projeto foi "engavetado". Uma pena, pois as tropas equipadas com a nova tecnologia do Mi-28N incorporadas no Mi-37 estariam beneficiadas por uma transição que facilitaria a formação de tripulações de vôo (já acostumadas ao Mi-24/35) para o Mi-37. Na verdade, o Mi-37 (uma nova máquina já com uma rica experiência de uso em combate), juntamente com os mais recentes avanços e desenvolvimentos em matéria de helicóptero, estaria num patamar superior.


Tecnologicamente, foi desenvolvido um helicóptero com um rotor e circuito do rotor de cauda impulsionado por dois motores GTE, trem de pouso triciclo e semi-asas auxiliares. A fuselagem do Mi-37 era toda metálica composta por ligas de alumínio-lítio com uso extensivo de materiais compostos (diminuindo significamente seu peso bruto). As dimensões eram ligeiramente menores que um Mi-24. No entanto, mantendo-se o volume do redimensionamento da fuselagem, permitiu colocar no interior um reservatório de combustível suplementar e equipamentos no pequeno compartimento de carga. As asas/braços de suspensão foram deslocadas para frente. A colocação dos componentes e sistemas mais pesados perto do centro de gravidade ajudou a melhorar a capacidade de manobra do Mi-37 em relação ao Mi-24/35.

As primeiras amostras do Mi-37 foram definidas com os mesmos rotores: principal e de cauda do Mi-24, mas usando o novo conjunto de parafusos do Mi-28. Cinco pás de rotor com lâminas de novo perfil e aumento da curvatura melhoraram a capacidade de elevação. As lâminas têm uma longarina de fibra de vidro ao longo das pontas das lâminas onde passa uma placa de titânio com anti-corrosivo e sistema anti-gelo elétrico. A Cabeça do rotor em Titânio possui juntas "elastoméricas" e amortecedores hidráulicos. Embora o protótipo não abrangesse, estava previsto o formato em "X" das quatro pás do rotor de cauda, que consiste em duas hélices de duas lâminas cada com juntas horizontais elastoméricas, permitindo reduzir o ruído e melhorar a eficiência.

Toda a aviônica foi relativa ao Mi-28N, modernizando em muito o Mi-24 na versão Mi-37. Realmente uma pena não ter entrado em produção.

CABINE (PARTE 04):

Com todos aqueles cortes logicamente teria que redesenhar a cabine dianteira que abriga o artilheiro do helicóptero.

Depois de alguns cálculos (ao observar fotos do aparelho real), cheguei ao desenho abaixo...


As peças dobradas sobrepõem o que foi cortado, moldando com melhor veracidade o interior da cabine...



Observando fotos das várias versões do HIND, vemos que a cabine dianteira possui pedais de direção para uso do artilheiro em caso de emergência...

Na versão Mi-24 "D"...


Nas versões Mi-24 "P"...


Nas versões de treinamento "U" (com um adaptador para igualar o pedal ao do piloto)...


Nas versões Mi-35 "P"...


E nas versões de exportação com canhão de 23 mm (aqui os pedais estão desatarraxados)...


No meu modelo, o detalhe para os pedais dianteiros também foi criado...



Novos detalhes são acrescidos para enriquecer o conjunto...






O HIND possui controles de cíclico e coletivo para piloto e artilheiro...




As alavancas de cíclicos e coletivos apresentadas pelo kit até que são boas, mas necessitam de complementos e pequenas adaptações para se adequarem melhor ao que o modelo real apresenta. Diante disso, apliquei as modificações...




Logo atrás do assento do piloto, o HIND apresenta (no lado direito) um agrupamento de aviônicos em módulos...


Estes módulos se apóiam em uma "mesa" dotada de uma espécie de amortecedores emborrachados contra pequenos impactos...


O detalhe da mesa foi desenhado para confecção...


Devidamente cortado e dobrado atendeu ao propósito...





Testes com os painéis principais mostram que o conjunto vai tomando a forma adequada...




CONTINUA NA PRÓXIMA ETAPA...

Texto e Fotos:

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