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As Escalas do Modelismo
Introdução: O modelismo é uma atividade bastante antiga, contando com modelos, principalmente de barcos, desde o século XIV. O plastimodelismo surgiu como hobby após a Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, foram encomendados modelos em escalas reduzidas de maneira a ensinar os soldados a identificar a silhueta de aeronaves amigas e inimigas. Com o final da guerra, notou-se que esse era um mercado em potencial. As escalas, em números que parecem estranhos (1/72, 1/48, 1/35, etc) foram criadas a partir do sistema métrico inglês (pés (30cm) e polegadas (2.54cm)). Uma pessoa normal, tem aproximadamente 6 pés (1.8m), dividindo esse valor por 72, temos 1 pol. A idéia era basear as proporções dos modelos em relação a figura humana, o que facilita a visualização da proporção, e diminuir a proporção humana em medidas básicas (1 pol, por exemplo). Se você fizer essa mesma conta para as demais escalas, verá que os valores resultam em submúltiplos de polegadas (1.5 pol, 2.0 pol). Além disso, existem diferentes interpretações do valor de pés (30 cm ou 30.5cm) e de polegada (2.5cm ou 2.54cm). Isso resulta em escalas semelhantes como 1/32 e 1/35.
Tipos de escala:
Superficial: A escala linear não vale para propriedades que tenham mais de uma dimensão. Se você calcular, por exemplo, a área de uma figura em escala, verá que a diferença não é proporcional a escala linear. Exemplo: na figura ao lado, temos uma figura original e outra, representada na escala (linear) de 1:2, ou seja, seu comprimento é metade da original.
Pode-se ver claramente, que a área da figura menor corresponde a 1/4 da figura maior e não 1/2. Essa propriedade vale para qualquer figura, independente de sua forma. Assim, a escala de superfície é dada por:
No plastimodelismo essa proporção não é significativa, pois os materiais são diferentes, dentro dos kits não existem todas as peças do modelo original, etc. Isso é importante, porém, no aeromodelismo e nautimodelismo, pois o cálculo da massa do modelo deve manter a proporção do real, de modo que as regras aerodinâmicas sejam mantidas.
Esses três tipos são escalas geométricas, ou seja, garantem a semelhança do modelo no aspecto de sua forma (medidas e ângulos). Além dessa, existe a semelhança cinématica. Ou seja, se um modelo se movimenta em velocidades, direções e tempos proporcionais, eles têm similaridade cinemática. Quando modelos tem similaridade geométrica e cinemática, dizemos que ele tem similaridade dinâmica.
Exemplo: Se um automóvel real anda a 80km/h e o modelo está na escala 1:25, então sua velocidade deverá ser: 80/raiz(25); 80/5 = 16km/h.
Exemplo: Uma hélice gira a 300rpm. Em um modelo na escala 1:9, a rotação será: 300 x raiz(El); 300 x raiz(9); 300 x 3 = 900rpm.
Escalas mais comuns: Abaixo uma tabela com as escalas e as categorias mais comuns. Logicamente, a diferenciação entre escalas comuns, incomuns e raras é muito subjetiva. Além disso existem um ou outro kit que está em uma escala especial, mas que não representa um grupo de escalas. Por isso, essas escalas não estão listadas na tabela.
(1) O Número de Froude (1/raiz(El * g), onde g é anulado por ser igual para o modelo e o protótipo. (2) O Número de Froude é válido para modelos onde a inércia-gravidade são os principais elementos. Para Fluídos e arrasto o ideal é usar o Número de Reynolds (Vel. * Comprimento)/Densidade do Fluído. O problema é que essa fórmula gera resultados não "estéticos". Exemplo: Um submarino desloca-se a 30 nós. Um modelo em escala 1/20, deverá deslocar-se com 600 nós. Note que essa velocidade é extremamente alta, só podendo ser obtida em um modelo científico ou túnel de vento (em caso de aviões).
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